Espaço Ameríndio

NO RIO, NO MATO: AS TÉCNICAS DE CAÇA E PERFORMATIVIDADE INDÍGENA

 

João Rivelino Rezende Barreto[1]

(PPGAS-UFSC)

E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.



[1] Tukano do alto Rio Negro. Licenciado em Filosofia (FSDB-MANAUS/AM); mestre em antropologia social (UFAM); doutorando em antropologia social pela Universidade Federal de Santa Catarina (PPGAS-UFSC); bolsista do Programa de Apoio à Formação de Recursos Humanos Pós-Graduados do Estado do Amazonas – RH – DOUTORADO – fluxo contínuo. Pesquisador do Núcleo de Estudos da Amazônia Indigena (NEAI-UFAM) e Coordenador do Núcleo de Estudos, Acompanhamento e Pesquisas Indígenas (NEAPI) da Faculdade Salesiana Dom Bosco (FSDB-MANAUS).

 

Geralmente, em certo contexto indígena existem vários caminhos que estabelecem a formação e conhecimento, entre os quais estão as técnicas de caça que são realizadas tanto no mato, como no rio e que estabelecem o exercício de qualificação da performance, comunicação e percepção indígena em relação ao conhecimento da natureza.

A propósito da questão, o texto tem como base de reflexão a descrição do sistema de caça estabelecida pela minha mãe Maria Cléria Rezende, especificamente para pensar como se efetiva o desempenho da percepção e da comunicação na relação entre a dona do cachorro, o cachorro caçador e a caça. Maria Cléria é indígena tuyuka, da aldeia tukana de São Domingos Sávio, alto Rio Tiquié, Município de São Gabriel da Cachoeira/AM.  Nesse contexto, tem-se como foco de análise a questão da relação das mulheres indígenas em diferentes contextos culturais fora de suas bases aldeãs.

No caso, o sistema de caça no mato em um contexto tukano exige um conhecimento adequado ao espaço e tempo. Esses dois pontos de conhecimento são fundamentais na medida em que proporcionam para o(a) caçador(a) espaços de trânsito nos limites territoriais de cada aldeia tukano que em a prática corresponde a um darséa kurá (Barreto, 2012). Vale ressaltar também que, o presente texto, passou a se formular a partir da experiência de vida que tive com minha mãe, que faleceu em 1991 na Ilha de Cajú, baixo Rio Negro.

O texto está divido em dois momentos: primeiramente, descreve as técnicas de caçar na floresta, e em seguida, as técnicas de caçar no rio. Vale lembrar que se trata de um ensaio, podendo desta forma trazer em discussão sobre as técnicas de caçar e seus respectivos modelos, finalidades ou métodos.

 

Leia na íntegra o ensaio fazendo o download.