Projetos

  • Rios e Redes na Amazônia Indígena

    O projeto Rios e Redes na Amazônia Indígena é o resultado de uma convergência de duas importantes frentes de pesquisas levadas a cabo no NEAI, uma no Médio Purus, com investimentos em pesquisas etnográficas entre os grupos Paumari de Tapauá e os Apurinã em Pauini, e outra no Alto Rio Negro, protagonizada pela presença dos estudantes indígenas Tukano no Programa de Pós-Graduação em Antropologia da UFAM. Este projeto tem como objetivo de fundo o estudo dos sistemas de conhecimento indígenas na Amazônia, a compreensão e análise de certos conceitos práticos e discursivos ancorados nas cosmopolíticasameríndias. O projeto conta com apoio do Programa Natura-Campus, do Parque Científico Tecnológico e Inclusão Social (PCTIS/UFAM)e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM), tendo sido desenvolvido entre os anos 2013 a 2016. O projeto foi aprovado no Conselho Nacional de Ética CAAE 5574214.0.0000.5020 e parecer CONEP 961.083. 

  • Sistemas produtivos no Médio Purus indígena

    O Médio Purus concentra, atualmente, oito povos indígenas (Deni, Apurinã, Paumari, Jamamadi, Jarawara, Suruwaha, Himerimã e Banawá), distribuídos em vinte e cinco Terras Indígenas, somando uma população em torno de seis mil pessoas (Funasa, 2008). Estes grupos sempre mantiveram uma rede de contatos, intercâmbios e trocas, de pessoas, bens, objetos e conhecimentos, o que nos instiga a pensar a região como um sistema complexo de socialidade.
     
    Este projeto é um programa de pesquisa que propõe adentrar esse universo, a partir de estudos em várias frentes, explorando o que podemos chamar genericamente de sistemas produtivos, isto é, atividades voltadas para o desenvolvimento da agricultura, da pesca, da caça, do extrativismo etc. Essas atividades operam no Médio Purus enredadas numa trama de relações sociais e simbólicas, tecidas pelas unidades sociais e os esquemas cosmológicos aí operantes, além de um sistema mais global com raízes históricas profundas na região – o aviamento. Desse modo, esse programa propõe, basicamente, investir na produção etnográfica das práticas extrativistas (pesca, quebra da castanha, extração de óleos vegetais) e de cultivo: seus aspectos técnicos, simbólicos, os sistemas de conhecimento e os regimes de troca. Seguindo essa trilha, pretende-se, num plano de fundo, identificar os mundos conceituais e as lógicas próprias dos sistemas produtivos, afirmando as criatividades e os modos nativos de produzir o sentido de suas práticas.
     
    Sob a coordenação do professor Dr. Gilton Mendes dos Santos, este programa de investigação conta com vários projetos de pesquisa associados, levados a cabo por um grupo de alunos do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS/UFAM). Dentre os projetos estão: a) História e difusão das plantas cultivadas no Purus, sob responsabilidade direta do coordenador do programa; b) Roças suruwaha: plantas indígenas e concepções agrícolas no sudoeste da Amazônia, da aluna de doutorado Luciene Pohl; c) A natureza de Boma: a humanidade na cosmologia paumari, da aluna de mestrado Angélica Maia Vieira, d) Os sistemas produtivos jamamadi, da aluna de mestrado Ingrid Daiane Pedrosa de Souza; e) Políticas do xamanismo e inovação ritual na sociedade suruwaha, do aluno de mestrado Miguel Aparicio Suárez; f) Ajie: um ritual de construção da alteridade entre os subgrupos Kulina do baixo Juruá, da aluna de mestrado Genoveva Santos Amorim; g) Nem sina, nem acaso: a tessitura das migrações entre a

    Integrante da rede de pesquisas do Instituto Brasil Plural (IBP), financiado pela FAPEAM e CNPq, este projeto objetiva o estudo da agrobiodiversidade, mais particularmente as atividades de agricultura, pesca e extrativismo praticados pelos povos do Médio Purus. Os produtos do extrativismo e da produção agrícola hoje de maior relevância são a coleta da castanha-do-Brasil, a pesca e a produção de farinha, que mobilizam diferentes atores e uma ampla rede de relações, internas e externas às comunidades indígenas. Esses produtos e atividades associadas operam na Bacia do rio Purus enredados numa trama de relações sociais e simbólicas, tecidas pelas unidades sociais e os esquemas cosmológicos aí operantes, e também no contexto do sistema de aviamento mais global com raízes históricas profundas na região. Desse modo, essa pesquisa propõe, basicamente, investir na produção etnográfica das práticas e de cultivo: seus aspectos técnicos, simbólicos, os sistemas de conhecimento e os regimes de troca. Com duração de dois anos (2011-2013), esse projeto é coordenado por Gilton Mendeso dos Santos, com a participação de seus alunos orientandos do PPGAS/UFAM, todos membros do NEAI.  

  • Paisagens ameríndias: mobilidades, habilidades e socialidade nos rios e cidades da Amazônia.

    Trata-se de uma Cooperação Acadêmica (Procad) firmada entre os Programas de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) através do Centro de Estudos Ameríndios (Cesta) e do NEAI, com financiamento da CAPES. Essa cooperação teve duração de cinco anos (2008-2013), permitindo o intercâmbio de professores e alunos (missões de estudos e pesquisa) de ambas as instiuições. As atividades, pesquisas e estudos, se apoiaram em três eixos temáticos: 1) etnografia da população indígena e tradicional, urbana e do interior, habitante dos sistemas hidrográficos do Purus-Madeira, Alto Juruá e Baixo Rio Negro; 2) levantamento sistemático da documentação e da bibliografia sobre as atividades extrativistas na Amazônia nos séculos XIX e XX; 3) etnografia de formas de lazer e modalidades de uso do tempo livre nos espaços de socialidade da população indígena nas cidades da Amazônia, como modo de abordagem dos processos de incorporação da vida urbana pelas populações nativas. Além de dissertações e teses acadêmicas, o Procad realizou três seminários, dois quais resultaram duas importantes publicações, Álbum Purus e Paisagens Ameríndias – modos de vida, lugares e circuitos na Amazônia.

  • Natureza, cultura, saúde e doença no Médio Purus

    O NEAI integra a rede de grupos de pesquisas e pesquisadores do Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (PRONEX/FAPEAM/CNPq), organizada em torno do projeto Condições de Vida de Povos Indígenas na Amazônia, ancorado na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz/Amazônia). Os pesquisadores do NEAI integram a equipe do sub-projeto intitulado Natureza, cultura, saúde e doença no Médio Purus, um estudo da Leishmaniose no contexto das atividades produtivas (caça, pesca, agricultura e, principalmente, extrativismo) de grupos indígenas e tradicionais na região do Médio Rio Purus.

  • Amazonas Indígena

    Mapeamento das instituições e da produção bibliográfica sobre os povos indígenas no Estado é um projeto que objetivou agrupar, sistematizar e analisar a produção bibliográfica existente sobre os povos indígenas no Estado do Amazonas, bem como levantar e analisar a atuação de instituições indígenas e indigenistas que atuaram junto a estes povos entre os anos 2005 a 2010.  Seus resultados têm contribuído significativamente para promover e subsidiar as pesquisas em Etnologia Indígena no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS) da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), pesquisadores, estudantes indígenas e público em geral, uma vez que esse mapeamento dá um panorama do que já foi produzido sobre os povos indígenas no atual Estado do Amazonas. Esse projeto contou com a participação de vários estudantes es professores pesquisadores do PPGAS/UFAM, tendo sido a da criação do Núcleo de Estudos da Amazônia Indígena (NEAI). Além de um Banco Bibliográfico (acesse aqui) encontra-se disponível um Relatório Geral com análises antropológicas sobre temas destacados pelo levantamento das publicações e das instituições atuantes entre esses povos. 

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