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Gostaríamos de convidá-los para a defesa de dissertação da nossa querida Luiza Câmpera, pesquisadora da casa, que acontecerá no dia 30 deste mês, quinta-feria, depois de amanhã, às 9:00, na sala 12 do NEAI.

 

Esta dissertação apresenta uma etnografia sobre as práticas de cura em três comunidades da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã: Ubim, Sitio São Miguel do Cacau e Boa Vista do Calafate, pertencentes ao município de Maraã, AM. Tais comunidades são consideradas como populações tradicionais da Amazônia, ribeirinhos, habitantes da região do Lago Amanã, situado entre o Rio Solimões e o baixo curso do Rio Japurá. As comunidades ribeirinhas abordadas neste trabalho são caracterizadas como praticantes da agricultura de coivara, pesca, caça para subsistência e extrativismo. Possuem sua origem atrelada às imigrações ocorridas durante o auge do período da borracha no Brasil. Os responsáveis pelas práticas curativas são os especialistas de cura, ou curadores, os quais são classificados como: puxadores ou pegadores de dismintidura, rezadores, raizeiros, parteiras e sacacas. A questão central consiste em saber como tais curadores realizam seus tratamentos num contexto cosmológico permeado de seres não- humanos, como os encantados, tratando a percepção do corpo para os ribeirinhos como fundamento central para entender as varias ontologias envolvidas neste universo. Para analisar práticas de cura no Médio Solimões também é importante considerar a alta diversidade de recursos naturais como plantas medicinais e partes de animais que são usados para a produção de remédios caseiros, muitas vezes associados a rezas e massagens, procedimentos utilizados pelos curadores do Lago Amanã para tratar as doenças e afecções dos moradores desta região.