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É com enorme alegria que repercutimos o evento acontecido quinta-feira, dia 14 de março 2019

 

De etnologia indígena e indígenas etnólogos: experimentos Waiwai na região das Guianas.

 

A partir da experiência na orientação do aluno Alexandre Aniceto de Souza Waiwai, realizada entre os anos de 2017-18, retornei aos Waiwai por outras vias (da orientação) e, desde então, passei a desenhar um retorno com pesquisa. Alexandre que entrou no PPGAS com ideias restritas e limitadas sobre o que os antropólogos faziam e diziam (em especial sobre os Waiwai), com uma aproximação da literatura especializada o jovem ficou “espantado” ao descobrir o que (e como) os antropólogos diziam (e faziam) à respeito de seu povo. E mais, tomou conhecimento também sobre o que é o trabalho do antropólogo. Neste contexto, juntando uma coisa e outra, Alexandre estabeleceu outra interpretação que ele mesmo tinha antes de se ingressar no mestrado do PPGAS/UFAM. Em linhas gerais, seu “espanto” foi descobrir que os Waiwai “puros” nunca existiram, nem mesmo seu finado avô Ewka, o grande líder que deu início ao processo de “waiwaização”, nem ele foi um Waiwai “puro”. Alexandre contou com a sorte do destino que lhe permitiu fazer uma conversa com sua avó Ahmori e o velho líder dos karapawyana, Parareka. Pouco depois, os dois faleceram, já bem idosos e com invejável lucidez e memória confirmaram o que os antropólogos andavam dizendo.

 

cartaz