Projetos

  • Agricultura indígena no Purus: mitologia e história

    No período de 07 a 11 de Setembro de 2015, no Município de Lábrea, o Prof. Gilton Mendes, coordenador do Núcleo de Estudos da Amazônia Indígena – NEAI, em parceria com a Frente de Proteção Etnoambiental Madeira/Purus – FPE e Centro de Trabalho Indigenista – CTI, ministrou o curso Agricultura indígena no Purus: mitologia e história, cujo objetivo foi o de compreender as práticas e formas que os grupos indígenas do Purus, através de sua relação com as plantas, inscreveram suas marcas e deixaram seus vestígios na paisagem, utilizando esse conhecimento para tentar compreender as dinâmicas dos índios isolados da região. Esta inscrição na paisagem se deu a partir das diferentes formas de manejo da floresta, resultando nos cultivos de roçados.

    Para alcançar tal objetivo, partisse de um panorama histórico e contemporâneo dos grupos étnicos que habitam a região do rio Purus, esboçando um quadro histórico do impacto das frentes de expansão sobre suas práticas de cultivo. Partindo, portanto, deste panorama, foram montados grupos de trabalhos com o intuito de debater, descrever e analisar as mitologias dos grupos da região que versam sobre a origem da agricultura e das plantas cultivadas.

     

     Plantação de banana. Posto indígena. Arquivo SPI, 1928

  • Fundamentos em Etnologia e (etno) Arqueologia: o Médio Purus

    O curso "Fundamentos em Etnologia e (etno) Arqueologia: o Médio Purus" é fruto de uma iniciativa da Frente de Proteção Etnoambiental Madeira-Purus em parceria com o Núcleo de Estudos da Amazônia Indígena (NEAI), da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), através da Pró-Reitoria de Extensão e Interiorização (Proexti).
    O referido curso teve como objetivos:

    Apresentar os principais temas e conceitos desenvolvidos pela Etnologia amazônica;
    Abordar as principais questões concernentes à etnologia do Purus explorados pelas etnografias;
    Apresentar conceitos teóricos básicos referentes à Arqueologia da Amazônia Ocidental;
    Discutir questões referentes aos sítios arqueológicos do tipo Geoglifo na área do alto Purus e pesquisas arqueológicas recentes na T.I. Caititu.

    Ministradores: Gilton Mendes dos Santos, Angélica Maia Vieira, Elaine Cristina Guedes​

     

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  • Cosmografia, Vida social e Classificações Tukano

    O curso de extensão "Cosmografia, vida social e classificações tukano" é uma iniciativa de antropólogos indígenas tukano (do Programa de Pós-graduação em Antropologia Social/UFAM) envolvidos em pesquisas etnológicas desenvolvidas no NEAI que pretendem criar um espaço de reflexividade acerca dos conhecimentos Tukano com o público interessado no debate. A proposta pauta-se na construção de um espírito de reflexão antropológica e ressignificação dos saberes tradicionais em seus próprios termos, saindo de um esforço simples de narrativa para a elaboração de um pensamento antropológico indígena sobre suas próprias cosmologias, cosmogonias e sistemas gerais de classificação, trazendo novos elementos teóricos e contribuindo para um novo momento na produção etnográfica sobre os grupos da região rionegrina.

    Objetivo geral:
    Fornecer aos participantes, a partir do “ponto de vista indígena”, uma compreensão geral da cosmografia, vida social e dos sistemas classificatórios do grupo étnico Tukano do Alto Rio Negro.

    Objetivos Específicos:
    Apresentar um arcabouço geral da “teoria tukano” sobre a formação do cosmos e a origem dos humanos, das coisas e dos seres;
    Explicitar os processos de formação dos especialistas tukano (yaí, kumu e bayá) e suas práticas na vida cotidiana;
    Apresentar e explorar as diferentes maneiras de expressão da arte do bahsesé tukano (vulgarmente conhecido como benzimentos);
    Identificar e analisar a constituição e modos de ação dos grupos sociais específicos tukano, com especial atenção para sua hierarquia;
    Problematizar a forma (métodos e pontos de vista) de produção do conhecimento indígena tukano: é possível falar de uma “antropologia indígena”?

    Ministradores: Gabriel Sodré Maia, Dagoberto Lima Azevedo e João Paulo de Lima Barreto.

    Informações: Sede do NEAI (Faculdade de Direito, sala 12), período de 23 a 27 de fevereiro de 2015, das 14:00 hs às 17:00 hs, carga horária 20 horas.

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