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Gaapi - Uma viagem por este e outros mundos

   

"Este é um belo livro de Jaime Diakara, fruto de sua dissertação de mestrado em Antropologia, cursado na UFAM. Entre outras contribuições, cito uma forma colaborativa de construção da pesquisa, com a coorientação dos colegas indígenas, a etnografia, que é feita também com as memórias do autor, e a apresentação do tema gaapi (conhecido cem outras regiões como ayauasca), até então, pouco explorado na região do Alto Rio Negro. Diakara explora as conexões do gaapi com a vida social e a cosmologia dos Desana, seu povo"

 

Coleção Reflexividades Indígenas

A Coleção Reflexividades Indígenas é composta por 4 (quatro) livros, resultado das dissertações defendidas no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFAM por João Paulo Lima Barreto, João Rivelino Barreto, Dagoberto Lima Azevedo e Gabriel Sodré Maia, todos da etnia Yepamahsã (Tukano). Essas obras orientadas têm sido acolhidas e reconhecidas pelos pares da antropologia brasileira por seu caráter inovador. De modo inédito no país, duas delas foram elaboradas simultaneamente nas línguas portuguesa e tukano. 

 

 

 

 

Formação e transformação de Coletivos Indígenas do Noroeste Amazônico

JOÃO RIVELINO REZENDE BARRETO – Yúpuri, Tukano de São Domingos Sávio, sib Yúpuri Sararó Búbera. Licenciado em Filosofia (FSDB-Manaus/AM), com mestrado em antropologia social (PPGASUFAM). Doutorando (2015), em Antropologia Social (PPGASUFSC), e bolsista da FAPEAM. Pesquisador do Núcleo de Estudos da Amazônia Indígena (NEAI-UFAM), professor no Curso de Pedagogia na FSDB-Manaus e coordenador do Núcleo de Estudos, Atividades e Pesquisas Indígenas (NEAPI-FSDB). Clique na imagem para fazer o download. 

 

Waimahsã. Peixes e humanos

JOÃO PAULO LIMA BARRETO – Indígena do povo Yepamahsã (Tukano), nascido na aldeia São Domingos, no município deSão Gabriel da Cachoeira (AM). Graduado em Filosofia, mestre e doutorando em Antropologia Social pelo Programa de PósGraduação em Antropologia Social da Universidade Federal do Amazonas. Pesquisador do Núcleo de Estudos da Amazônia Indígena (NEAI) e idealizador do Centro de Medicina Indígena. Clique na imagem para fazer o download. 

 

Agenciamento do mundo pelos Kumuã Yepa'mahsã

DAGOBERTO LIMA AZEVEDO – Suegʉ, Tukano do sib Ñahuriporã. Doutorando em Antropologia Social pelo PPGAS-UFAM-2017. Mestre em Antropologia Social pela UFAM-2016. Licenciado em Filosofia na Faculdade Salesiana Dom Bosco, Manaus (AM). Pesquisador no Núcleo de Estudos da Amazônia Indígena (NEAIUFAM), desde 2014. Nasceu e se criou na comunidade Mahawi’í Tuhkuro (Pirarara-Poço), Rio Tiquié, Terra Indígena do Alto Rio Negro(AM). Clique na imagem para fazer o download. 

 

Bahsamori. O tempo, as estações e as etiquetas sociais dos Yepamahsã (Tukano)

GABRIEL SODRÉ MAIA – Ahkʉto Yepamahsʉ pertencente ao grupo Yeparã Oyéporã dos líderes dos Yepamahsã (Tukano). Graduado em Pedagogia Intercultural pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) em 2014 e mestre e doutorando em Antropologia Social pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). É membro da equipe dos pesquisadores do Núcleo de Estudos da Amazônia Indígena (NEAI-PPGAS-UFAM). Clique na imagem para fazer o download. 

 

Omerõ

O debate intelectual entre os quatro pesquisadores indígenas (João Paulo Lima Barreto, Dagoberto Azevedo, Gabriel Sodré Maia e João Rivelino Rezende) e quatro antropólogos não indígenas (Gilton Mendes dos Santos, Carlos Machado Dias, Lorena França e Ernesto Belo) do NEAI resultou na elaboração da obra coletiva intitulada Omerõ - Construção e circulação de conhecimentos Yepamahsã. Esse trabalho procura exprimir a síntese da epistemologia yepamahsã, estruturada em um tripé conceitual – kihti-ukuse, bahsese, bahsamori – a partir do qual se compreende a organização do mundo e a natureza dos seres e das coisas. Clique na imagem para fazer o download.

 

Músicas da Floresta

Coordenado pelo antropólogo Mário Rique, este livro e fruto de uma parceria entre pesquisadores do NEAI com lideranças indígenas de comunidades apurinã que habitam o complexo de Terras Indígenas no município de Pauini, no sul do Estado do Amazonas. O livro traz um conjunto de músicas mitológicas associadas às plantas e aos animais da floresta. Clique na imagem para fazer o download.

 

Os Grafismos Paumari

O livro Os grafismos paumari – pamoari karabahi jirini explora um conjunto expressivo de grafismos, seus significados, seus diferentes tipos de suportes e modos de preparo. Coordenado por Angélica Vieira, ele é resultado da parceria entre pesquisadores do NEAI e os índios Paumari do Rio Tapauá, no Médio Purus, no Estado do Amazonas. Seu objetivo principal é apoiar os processos pedagógicos nas escolas indígenas paumari.Clique na imagem para fazer o download.

 

Redes Arawa 

"Este livro,  organizado por Gilton Mendes dos Santos e Miguel Aparicio, apresenta ao leitor um conjunto de pesquisas em curso sobre populações indígenas do Médio Purus, extensa área da Amazônia ocidental que, até muito recentemente, figurava como uma incômoda lacuna no corpus etnográfico do continente. Reunindo uma nova geração de pesquisadores, os artigos compõem um amplo mosaico de investigações com informações que servem de introdução à região e, ao mesmo tempo, consagram frentes de reflexão inauguradas por vários de seus autores. 

Márcio Silva - Centro de Estudos Ameríndios/Universidade de São Paulo

 

Paisagens Ameríndias

Paisagens Ameríndias - lugares, circuitos e modos de vida na Amazônia (Marta Amoroso e Gilton Mendes dos Santos orgs., 2013) o livro traz uma série de ensaios com os resultados de pesquisas nas áreas de etnologia, história indígena e antropologia urbana na Amazônia Central e Meridional. Os diversos autores analisam a riqueza e a complexidade das vidas dos habitantes que se cruzam nas paisagens da região. A investigação dessas relações reserva surpresas: descobre-se que em Manaus, por exemplo, o aumento da população indígena pode dever algo ao futebol. Os textos, entre outros aspectos, indagam os sentidos de vizinhança para a etnia Enawenê-Nawê; percorrem lugares com os sábios kumuaTukano e Baniwa e verificam as classificações que, partindo dos peixes, tratam das relações entre humanos e não-humanos no alto rio Negro; adentram pelo território banhado pelo rio Purus, habitado pelos grupos falantes das línguas arawá e descrevem sistemas de troca e cosmologias em que estão presentes as figuras dos patrões do extrativismo e suas mercadorias; relatam rituais de cura, de iniciação e de outras experiências dos ameríndios.

 

Álbum Purus

Álbum Purus (Gilton Mendes dos Santos, org., 2011) foi a primeira grande coletânea de artigos sobre o rio Purus de que se tem notícia. Ele é o resultado de um afinado debate interdisciplinar entre etnólogos americanistas, historiadores sociais, indigenistas, ambientalistas, engenheiros ambientais, ecólogos e biólogos que refletem e atuam no sudoeste da Amazônia. Seus dezesseis artigos representam em seu conjunto a mais inequívoca superação das imagens consagradas pelos escritores modernistas. Utilizando matéria de reflexão das mais variadas e diferentes metodologias – basicamente fundos documentais, balanços bibliográficos sobre o lugar da Amazônia no pensamento social brasileiro, levantamentos das institucionais socioambientais na região, pesquisas etnográficas e etnológicas, além de balanços sobre o estado da arte dos estudos sobre a fauna e flora na região – parte-se agora de uma aproximação qualificada dos meandros das relações complexas que se estabelecem na região. 

 

Políticas da Identidade

O livro Política da Identidade resulta de uma etnografia sobre os processos de emergência étnica e sobre o associativismo indígena no Rio Negro. Apresenta uma etnologia das relações interétnicas no Noroeste Amazônico, delineando a complexa articulação de atores, recursos e significados que possibilitam a compreensão da estrutura e da dinâmica de uma esfera pública local pluriétnica, conectada a circuitos políticos transnacionais e dotada de alta reflexividade. Pretende contribuir para o desenvolvimento de pesquisas sobre os movimentos indígenas contemporâneos no Brasil, em particular; e para o campo dos estudos antropológicos dos movimentos sociais e das políticas de identidade.

 

 Romance de Primos e Primas

Romance de primas e primos (Marcio Ferreira da Silva, 2010) é uma contribuição decisiva para os estudos de parentesco na Amazônia. Realizando uma análise aguda do material levantado entre os Waimiri-Atroari, o autor examina o cálculo terminológico de um sistema de parentesco, revelando significativa distinção entre o modelo dravidiano da Índia do sul e aquele dominante na Amazônia. Vale notar, foi a partir dos estudos de parentesco que a etnologia praticada nas Terras Baixas Sul-americanas ganhou evidência no âmbito da Antropologia, elaborando categorias específicas frente às importações dos modelos analíticos cunhados em outros continentes. As lições contidas em Romance de primas e primos, muitas delas, contribuíram de modo decisivo para a reconstrução da antropologia na Amazônia.

 

 

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