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Pesquisadores do NEAI participam da VIII React

  • Publicado: Quinta, 25 de Novembro de 2021, 08h03
  • Última atualização em Quinta, 25 de Novembro de 2021, 08h03

Pesquisadores do NEAI participam esta semana da VIII React. Confiram os títulos dos trabalhos, resumos e Seminários Temáticos que serão apresentados.

 
Cynthia Cárdenas Palacios
 
ST04: Sangue, técnica e multiplicidade: vazantes de menstruações diversas
 
Trabalho: Aprendendo sobre o corpo menstruado com os Yanesha da selva central, no Peru
 
Resumo: Neste ensaio, partindo de minha experiência pessoal de ter entrado no rio estando com meu período menstrual, aproximo-me dos cuidados e proibições que existem no povo yanesha em torno do corpo menstruado para evitar os perigos que o sangue traz. Para os yanesha o sangue menstrual no rio mata os filhos da mãe da água, em vingança ela lança uns dardos que quando entram no corpo, causam doenças na pessoa menstruada ou em outras pessoas que estão perto do local. Algumas das tecnologias usadas para restaurar a saúde são as vaporações e a ação de um xamã que terá que extrair os dardos do corpo da pessoa afetada.
 

Mario Azevedo Brunoro

ST01 - E pur se muove! Novas tecnologias de parentesco: a ressurreição de um campo

Trabalho: Grafos no Rio Purus: análise exploratória de genealogias apurinã

Resumo: A presente proposta é apresentar o andamento da pesquisa genealógica entre os Apurinã do Médio Rio Purus. Trata-se de uma análise exploratória, que conjuga teorias do parentesco com ferramentas computacionais, com o objetivo de realizar uma primeira aproximação a aspectos do parentesco e da organização social apurinã. Os Apurinã são um povo internamente diverso e ocupam tradicionalmente um vasto território que se estende pela região do rio Purus desde o município de Rio Branco (AC) até Manaus (AM). De acordo com Schiel (2004), existem diferentes formas em que os Apurinã mobilizam sua identidade coletiva: além das metades patrilineares exogâmicas, a parentela e a região de residência são marcadores sociológicos fundamentais e posicionam os parentes em dada rede de alianças. A rede genealógica, resultado da interligação dos diagramas modelados por Schiel (2004), é composta por 633 pessoas, das quais 332 são homens e 301 mulheres; e, por 1143 relações, sendo 284 matrimônios e 859 relações de filiação. Além disso, sabemos ambos avós maternos de 206 pessoas e paternos de 184. A profundidade geracional da rede é, no máximo, de 7 níveis. Do total de 284 matrimônios, 176 estão inseridos em 6953 anéis matrimoniais (Silva & Dal Poz, 2008), dos quais 189 são A1C1; 23 A2C1; e 6741 A2C2. Os 189 anéis A1C1 são compostos por 60 casamentos. Encontram-se casamentos entre primos cruzados em 142 destes anéis, contrastando com os 47 que representam casamentos entre primos paralelos. Apenas quatro casamentos são ambíguos e a depender do anel podem ser interpretados como paralelos ou cruzados. O padrão mais frequente de A1C1 é representado pelo casamento entre primos cruzados de mesma geração (G 0), correspondendo a 52% dos A1C1. Já em relação aos 6741 anéis A2C2, encontram-se 108 casamentos envolvidos na 1ª posição e 157 casamentos envolvidos na 2ª posição, sendo que 91 casamentos aparecem em ambas as posições. O padrão mais frequente deste anel é representado por duas cadeias afins paralelas de uma mesma geração(G 0) com o tamanho médio de 11 conexões. Como passos futuros da investigação espera-se realizar uma etnografia em campo visando tanto a atualização das informações genealógicas quanto da terminologia de parentesco apurinã, cujo material disponível é, até então, incipiente.

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